EDUSTAT - Recursos tecnológicos existentes no sistema de ensino português e sua distribuição

Recursos tecnológicos existentes no sistema de ensino português e sua distribuição

julho de 2020

Quando se perspetiva um ensino que combina um formato tradicional de aulas presenciais e um outro formato de ensino à distância, importa perceber como se distribuem os recursos tecnológicos nas escolas portuguesas. No entanto, os dados mostram escolas a ritmos diferentes. Basta olhar para a percentagem de computadores com ligação à Internet destinados à utilização pedagógica e a percentagem de quadros interativos.

Olhando conjuntamente o ensino público e privado, verifica-se que no ano letivo de 2017/2018 tinham uma utilização pedagógica 72% dos computadores com ligação à Internet e apenas 12% dos computadores sem Internet. Desde logo, trata-se de discrepância que se poderá ler à luz da pouca funcionalidade de uma máquina sem ligação à rede.

Continuando a análise, mas tendo em conta a percentagem de computadores ligados à Internet para fins pedagógicos, vê-se, por exemplo, que as escolas públicas estão melhor equipadas do que as privadas (59% contra 13%). O investimento governamental - através do Programa Tecnológico da Educação, um programa de modernização das escolas portuguesas aprovado em 2007 - seguramente concorre para explicar estas percentagens.

Do país para as regiões tudo muda. Olhando para o indicador ao nível regional e sem fazer distinção quanto à natureza do ensino (público e privado), percebemos que existem regiões melhor equipadas do que outras.

Dados do ano letivo de 2017/2018 mostram que na região Norte 31% dos computadores com acesso à Internet existentes nos estabelecimentos de ensino se destinavam a uma utilização pedagógica; no Centro eram 20%, na área metropolitana de Lisboa 23%, no Alentejo 6% e no Algarve 4%.





A distribuição de quadros interativos pelas escolas portuguesas segue a mesma tendência. Do total nacional, 40% destes equipamentos estão no Norte, 25% no Centro, 21% na área metropolitana de Lisboa, 10% no Alentejo e 5% no Algarve.



Em 2009/2010, 83% das escolas portuguesas de ensino básico e secundário (público e privado) estavam equipadas com acesso à Internet para fins pedagógicos. A percentagem de escolas conectadas à rede crescia para 93% em 2014/2015. No entanto, conclui-se desta análise que as escolas do país não estão dotadas de igual modo de equipamentos tecnológicos. Norte e Centro surgem como regiões melhor equipadas, comparativamente às restantes.


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